terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Homem Certo


O homem certo é sedutor. Ele te seduz com discrição, sem pressa. Pisca pra você, esbarra em você, toca em você como se vocês fossem íntimos sem nunca ser vulgar.
O homem certo é decidido. Não te trata como segunda nem terceira opção. Ele te corteja a vista de todos, deixa claro que você é a primeira opção.
O homem certo tem olhar profundo. Troca olhares com você o tempo todo. Você se sente despida quando ele te olha não porque ele te olhe com desejo mas porque tem certeza que ele sabe o que você está pensando e sentindo.
O homem certo é paciente. Ele não precisa te ter em um dia ou uma semana. Ele quer passar o resto da vida com você e não se importa se você precisa ter um pouco mais de certeza.
O homem certo sorri. Constantemente. Mas quando ele sorri pra você é como o nascer do sol. Espontâneo, perfeito.
O homem certo é comunicativo. Não dos assuntos aos quais você está tão acostumada.
Não “xaveca”. Ele fala de si mesmo, do que pensa, do que sente.
Faz você se sentir por breves momentos conectada a ele, presta atenção quando você fala como se fosse a coisa mais importante do mundo. E quando o silêncio vem ele diz algo que te faz finalmente se sentir confortável.
O homem certo é respeitador. Mesmo brincalhão e descontraído você sente que ele é um cavalheiro e que você é a dama dele.
O homem certo confia em Deus e, por isso, faz você confiar nele também.
E finalmente, o homem certo te ama. E a essa altura do campeonato, depois de perceber tudo isso, você também.

Um comentário:

Unknown disse...

Cada hora em cada dia nos reenventamos e mudamos buscando torna-se certo ou esta certo
Referenciando a humildade e o amor ao próximo. Mais a verdadeira certeza e que você com sua parcimónia e energia do bem .
Razão e emoção. ...frio e quente. ...pura felicidade. Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
Vinicius de Moraes